
Novembro 30, 2007
Novembro 25, 2007
Novembro 19, 2007
Agente Fome Zero
Estamos em viagem desde a última sexta-feira, 16/11.
Meu irmão Eliseu passou em casa e ficou o feriado.
Na manhã seguinte, subi na cabine do bi-trem e saimos em viagem.
Deixo para trás, mulher dedicada, e dois filhos. Contas pendentes e armários vázios. Não terão com que se alimentar depois da quarta-feira.
Enquanto eu ajudo estes aqui, se você quiser ajudar aquela pobre coitada, que deixei para trás, é só ligar pra ela. É irônico, que quando chegamos na primeira cidade, e fomos ler a documentação, é que descobrimos, que estamos sendo agentes do Fome Zero. Nossa carga é composta apenas de 40.000 quilos de feijão.
Chegamos na primeira cidade para descarregar no domingo. Mas, estavam todos “comendo água” e só conseguiram descarregar os 208 sacos de feijão as 19:00. Saimos tomamos banho numa enorme caixa com água salobra.
Descobri que aqui há muitas pessoas com o nome Braga. Assim que tiver uma internet funcional, publico as fotos.
Já tenho 200 fotos. É muita emoção Por enquanto, abaixo duas imagens.

Conversa do Setor:
- Gino, toma vergonha nessa sua cara, homi, todo mundo sabe que você e sua famia tem renda. Deixa de fingimento! Sua mulher morre de vergonha de você viver assim! -
É verdade! – Disse a outra – ele não precisa. Ele tem renda fixa e a mulher recebe 1 salário, e mesmo assim ele vive fingindo que é mendigo.

Profecia do Secretário de Saúde:
- Deus me perdoe, mas, meu amigo, esse feijão que vocês trouxeram, o povo daqui, quando a prefeitura distribuir, vai pegar assim Ó, – enchendo a mão de grão, jogou para o alto.
- É verdade? – Indaguei-lhe!
- É a mais pura verdade! O povo daqui, não gosta deste tipo de feijão não, mas, é porque eles ainda não estão com fome!!!
Novembro 14, 2007
Eu e Ana Lídia
No último ano que estudei no Polivalente, lá no Bairro da Vila Nova, tive vários contra-tempos, momentos tristes e também inesquecíveis. O colégio era longe de minha casa, pois, meu pai, resolveu separar-me de uns amigos lá do bairro.
Neste último ano, sofri com a Vanessa; quem não leu, aproveite e clique no link: Crédulos e Enganados, e também, fiquei de recuperação em Inglês, Matemática e Educação Artistica. Minha mácula no colegial.
Estudei no Polivalente da quinta série até a oitava série. Fiz boas e duradouras amizades. Na oitava série, depois da Vanessa, sofri um outro golpe. Esse, tão sujo quanto os enganos da Vanessa.
Ana Lídia, era uma fofura de colega. Branquinha. Magrinha. Cabelo escorrido. Alegre. Risonha. E, diziam lá, que a Ana Lidia, era também muito burrinha.
Havia até uma história, de que certo dia, ela foi ao banco pagar a mensalidade do colégio; naquela época, os pais que podiam contribuir com as despesas do colégio, declaravam quanto podiam, e então pagava no banco.
Naquele dia, ela foi pagar a mensalidade dela, e também, do irmão. E diziam, que ela pegou a fila, pagou a mensalidade dela; voltou para o fim da fila, para pagar a mensalidade do irmão.
E, isso não foi o ápice. Diziam que tudo tomou os contornos de asnices, quando a mulher do caixa, perguntou-lhe:
- Porque você não pagou as duas juntas?
- Porque a primeira mensalidade era a minha, e essa é a mensalidade do meu irmão; é pra não misturar e o colégio saber, que eu paguei minha e que paguei a de meu irmão.
Outros contavam a história e dizia que ela agiu assim, pro pessoal, não pensar ela estava cortando fila pra pagar a mensalidade do irmão.
Eu e Ana tinhamos uma boa amizade. Ela a aluna bonita, eu o feinho! Eu nem dava cola pra ela. Ela não exigia nada de mim. E eu não cobrava nada dela.
Eramos também de classe social diferentes. Enquanto o pai dela pagava os maiores valores, para meu pai, o pagamento era facultativo. No tempo de frio, ela sempre tinha um belo cachecol, um bonito moleton, que na época era um luxo ter.
Nós sentavamos na quadra para assistir aos jogos. Conversavamos no recreio. Saiamos juntos pra todos os lugares no colégio. Porém, certo dia, “um outro amigo”, que morava lá no Morro do Zaru, o Celestino, que era popularmente chamado de Celestian, saiu espalhando no colégio que eu estava apaixonado por ela.
Ela nunca me deu a chance de explicar. Nunca mais falou comigo. Passou a evitar-me. Saia de onde estava, quando eu chegava, e não se aproximava dos lugares onde eu estava. Vivia olhando pra mim com aquele olhar de cachorro que fez coisa errada, mas, que não sabe falar, nem explicar o que fez.
Nunca soube o motivo que levou o Celestino a espalhar tal conversa. Ele apenas dizia que sabia que eu era apaixonado por ela, porque eu falava muito nela, que eu me preocupava com as notas dela, e defendia-a quando chamava-a de burra, e que tentou ajudar-nos a assumir nossos sentimentos e namorarmos.
Mais tarde, uma amiga, que tentei ser namorado me disse:
- Certas intimidades acabam qualquer amizade!
Não desejo um amigo como o Celestino para nenhum de vocês, apesar de saber, que todos podem ter um.
Novembro 12, 2007
um tolo que acredita no amor!
Faz pouco tempo que conheci a Poetisa Cármen Neves. Agora ela resolveu fazer um espaço, e colocou o nome dele assim: Só pra dizer que eu tenho um blog.
Como os demais talentosos da arte, da pintura, da escultura, da poesia, Cármen é destas pessoas que tem beleza, vê beleza, transmite beleza, amor, simpatia. (Lembrei-me de outra pessoa , mas agora, só teço comentários pra Cármen.)
Agora pela manhã ao passar pelo espaço dela, encontro-a divulgando um poema. Lindissimo. Abaixo uma parte do texto Ilusões do Amanhã, escrita pelo Principe Poeta.
- “Talvez eu seja um tolo,
Que acredita num sonho
Na procura de te esquecer
Eu fiz brotar a flor
Para carregar junto ao peito
E crer que esse mundo ainda tem jeito
E como príncipe sonhador
Sou um tolo que acredita ainda no amor.”
- Ilusões do Amanhã Porque eu vivo! - Texto completo
Vá lá e se emocione com o texto e leve o tapa de luva!
Novembro 10, 2007
Minhas paixões passadas! Será?
Era um dia qualquer. Não sei se feriado, fim de semana, se no meio de semana. Eu sei que estava no quintal com uma machadinha, e treinava atirando-a contra um coqueiro, entre os outros que havia ali.
Numa destas atirada de machadinha, ela passou pelo coqueiro, atravessou a ripas da cerca, e foi cair lá do outro lado, na casa do vizinho e inimigo de meu pai. (Os dois, havia se estranhado, e partiram para a briga, com facas, facões, e revolveres, depois que o vizinho chamou minha mãe de descarada, e vagabunda.)
Agora que a machadinha estava lá, eu não poderia ir lá pegar.
Fiquei, rodando a cerca. Ia pra lá e pra cá, imaginando uma maneira de pegar a machadinha. Nesta agonia de ter a machadinha de volta, me surge pela porta da cozinha, uma menina. Linda, linda. Ou meus olhos me enganaram.
Olhei-a de alto a baixo, e mesmo assim, quase sem folego, chamei-lhe e disse:
- Por favor, pegue esta machadinha para mim! – Nunca tinha sido tão educado, polido, gentil, e sobretudo, nem sabia, que eu sabia ser daquela maneira.
Ela pegou e trouxe-a para mim.
Desejei tocar-lhe as mãos. Ela entregou-me e rapidamente, entrou na porta, e desapareceu.
Imediatamente, a brincadeira perdeu a graça. Agora eu queria saber quem era ela. De onde vinha. O que fazia. O nome. A idade. A cor preferida. O nome do pai, da mãe, dos irmãos, a ascendência toda. Queria saber tudo sobre ela.
Naquela mesma semana, soube que era Leninha. Só isso!
Só Leninha, e até hoje, não sei se Leninha, era diminutivo de Helena, ou outro nome qualquer. Só sei que era Leninha. Descobri sua rua. Ela morava na Rua R 18. Na rua de D. Stela. E era vizinha da casa de Jaime, o caolho, de Miguel o neguinho. E logo, logo estas pessoas se tornaram os meus melhores amigos, e não saia de lá.
Eu ficava lá o tempo todo. Jogavamos bola, iamos para o rio, mas tinha que voltar no momento em que ela passava de volta do trabalho. Era jovem, mas trabalhava. Naquela época, não tinha esse negócio de trabalho infantil, todos tinhamos que se virar cedo.
Me apaixonei, e ninguém me ajudou. Ninguém me ensinou como lidar com este sentimento. Ninguém me auxiliou, na aproximação.
E quase ninguém ficou sabendo deste meu sentimento. Uns poucos, muito próximo descobriram, e então, todas a vezes que ela passava, meu coração disparava, e a cambada gritava, uivava, assobiava.
Depois dela, foi Edna. Veio Cida, essa foi fantastica. Vanessa, a grande professora! Com esta aprendi a domar minhas paixões e sentimentos, mas ela me massacrou, humilhou, destruiu-me, a semelhança do Rambo, nos cinemas da época. Como já relatei aqui.
Zenaide, a catastrofe geral. O desejo incontrolável de estar com ela, fiz-a perder de ano. Foi prejudicada por um ato impensado de minha parte. Lamento Naide! Entrei na sala numa tentativa louca de fazer a prova dela, só porque estava poucos minutos atrasadas.
Houve outras paixões. Mas prefiro escrever um capitulo, para cada uma das que não citei aqui, em especial Hortência, que ainda povoa meus pensamentos, e vez ou outra, me pego pronunciando seu nome, e pensando nela.
“Viver, e não ter vergonha de ser feliz, cantar, cantar, e cantar,… É a vida, é a vida, é a vida”
Novembro 8, 2007
as aparências enganam
No texto anterior, tive a grata surpresa de ter alguns comentários. Fico satisfeito com a ação e reação dos amigos. A nobre AP, do Curral Somos Todas Umas Vacas, comentou assim:
“… Quem está de fora não enxerga isso como uma solução óbvia e prática, mas como falta de intimidade. Do jeito que vcs dormem, dormem pessoas estranhas que por algum motivo precisam dividir uma cama de casal…” (Parte 1)
Quando li o comentário, veio-me a mente um ou dois casais que vez ou outra tivemos que intermediar um ou outra crise.
Veio também à mente, a lembrança de uma música antiga, cantada por Márcio Greyck. Que penso, muitos leitores lembrarão: Aparências.
Se dormimos assim, é porque, um conhece o outro, a ponto de saber os motivos, os porques, os ques de se concordar que isso aconteça. Não só indica intimidade, mas também respeito às manias, desejos, hábitos e espaços do outro.
Pessoas que vivem e convivem juntas por longo período de tempo, sabe o que está muito dentro do outro, conhece profundamente os desejos, os sentimentos, as ações do outro. Bem como saber suas manias, seus anseios, planos e sabe o que agrada e o que desagrada.
Um casal, deve ter a ciência do que a outra parte gosta e que incomoda.
Nossas regras aqui são assim mesmo! Aqui usamos de tudo: política, religião, anarquia, democracia, ditadura, diplomacia, etc., tudo com a finalidade de que o coletivo e o individuo possam existir e coabitar o mesmo ambiente, sem muitos conflitos e atritos.
Moramos numa região pacata e tradicionalista. Aqui, ainda se vê famílias que proibem filhas e filhos de casarem com um ou com outra, com o argumento fortissimo: É divorciado (a), não é pessoa boa!
Então, quanto ao convivio, aqui na nossa “república familiar”, não damos valor a certas aparências. Dormimos juntos se possível.
Não temos apelidos carinhosos um com o outro. Isso porque, sempre, diziam que viviamos mal. Que eramos um casal falso, e que viviamos de aparências. Nunca nos importamos com a opinião alheia, quanto a este assunto. Somos assim.
Não impomos regras um ao outro. Ela usa aliança. Eu não! E decidi tirar a minha porque se colocava muita credibilidade na peça, e não em mim.
- Você acha que serei infiel se não usar isso? Meu carater, meus sentimentos existem independente de ter ou não uma aliança no dedo. Sou um homem casado, e cumprirei minha palavra e promessa. Fidelidade, carater, lealdade, não depende de haver ou não esta argola no dedo.
Desde então, jamais usei. Era ainda o segundo ano de casamento. Ela continua a usar. Mas, não haverá problema se ela resolver não usar.
Quanto a forma de dormir, o lado preferido, não implica em não existir intimidade, ou que somos estranhos. Somos bem conhecidos. E conhecidos ao ponto de saber como o outro gosta e dorme melhor. Isso, já é intimidade. E ter convivio.
Já houve necessidade em que tivemos que dormir 8 jovens, todos homens, numa esteira, com um único lençol, com 12 graus de frio, e todos dormimos, juntinhos, de “conchinha”, agarradinhos um ao outro, e nós nunca tinhamos dormidos antes, e jamais voltamos a dormir juntos.
Meus pais dormem na mesma cama, porém cada qual com seu cobertor.
“Claro que é só a opinião de quem está fora. A realidade do casal, só mesmo o casal que conhece. E fazer o melhor para conviver é um dos passos para um relacionamento feliz.” (Parte 2)
Um dos casais que nos criticava – Ainda criticam – nossa forma de viver, como marido e mulher, esposo e esposa, vivem uma vida social aparente. Chamam-se mutuamente de amor, meu bem, querido, querida, etc e tal quando estão nalgum lugar público, ou reunião familiar, é um esfrega-esfrega que quem não conhece, e não sabe de nada, logo diz:
- Que casal lindo! Tantos anos casados, e não perderam a paixão e o fogo!
Quando estão juntos formam um lindo casal. Pessoas próximas, nos diz que deverimos imitar o convivio deles.
Todavia, há pouco tempo, houve uma desavença por lá. Ela é muito ciumenta. Diz que ele tem mulheres na rua. Porém, vieram-na acudi-los e então ficaram sabendo da vida real deles.
- Ele tem uma amante, não tem explicação! Só pode ter uma amante! Vocês não querem é ver!. Vocês estão defendendo ele porque vocês não sabem de nada. – Esbravejava ela com todo o ar dos pulmões.
- Não sabe de que?
- Que vai fazer dois anos que este homem não toca em mim. Ele deita naquela cama e dorme. Não adianta eu vestir langerie cara, colocar perfume cheiroso, me depilar e enfeitar, andar nua pela casa, encostar nele, insinuar. Não adianta! Ele não me deseja, e nem me toca. O troço dele, nem se mexe dentro das calças.
Eles dormem juntinhos todos os dias! Neste ponto, repito as palavras da AP: “A realidade do casal, só mesmo o casal que conhece. E fazer o melhor para conviver é um dos passos para um relacionamento feliz.”
Dormimos assim, um prá lá, e outro pra cá (Nem sempre não é!, no frio, nos ajuntamos). Eu não uso aliança. Porém, tudo é feito para que o coletivo e o individuo exista sem conflitos. Tem dado certo. Sem aparências e sem enganação.
Não adianta só dormir juntinho, tem também que chegar junto! Nós muitas vezes dormimos separados por opção. Nos dias de flatulência, por exemplo, eu me retiro do quarto, porque ninguém merece!
Novembro 5, 2007
não durmo assim.
- Como vocês resolveram a questão da cama?
- Como assim, a questão da cama?
Ela queria saber se nós também tinhamos dificuldades com o lado da cama na hora de dormir. Ela e o marido, há muitos anos viviam disputando o lado preferido de dormir, e chegavam a brigar pelo lado.
Para resolver o caso, eles decidiram que o lado preferido era de quem fosse dormir mais cedo. Pior pra quem quisesse ficar até mais tarde acordado, ou que chegasse mais tarde.
Já ocorreu de um deles sair da igreja mais cedo para chegar primeiro e dormir no lado da cama preferido.
- Não temos esse problema. Eu gosto de dormir do lado direito da cama, e com o braço esquerdo balançando! E ela também gosta deste mesmo lado.
- E ai? Como voces fazem?
- Ela dorme do lado dela, e eu durmo do meu. Só que eu faço o meu lado. Como ela faz questão de dormir do lado dela, eu durmo do outro lado da cama, só que virado a cabeça para o pés dela, assim, eu e ela dormimos tranquilo.
- E vocês dormem assim, com os pés virado pra cara um do outro?
- É! Porque? Tem problema dormir assim? Nós, chegamos a conclusão que é melhor dormir assim e dormir do que ficarmos rolando na cama e amanhecer na manhã seguinte com indisposição e aquela sensação de corpo dolorido.
Por outro lado, é também fácil, muito fácil adquirir outro hábito. Quando vamos dormir, e ela, normalmente vai primeiro, deita-se e dorme do lado que ela gosta. Eu, quando vou, me ajeito.
“Se constroem mais abismos do que pontes!”
Novembro 3, 2007
medidas extremas
Quando cheguei pra estas bandas, lá pros idos de 1990, conheci, lá na região de Jacobina um certo homem.
Naquele tempo, havia um burburinho no meio, a respeito dele. Diziam que outrora era “barra-pesada” e que tinha ligações com todo tipo de crime.
Passou-se muitos anos até que este certo homem e eu nos reencontrassemos. E ele, passado algum tempo, me inquiriu se não lembrava dele.
- Não! Não me lembro! De onde nos conhecemos?
Ele me explicou e eu relembrei a história, mas, mesmo assim, não consegui ter uma fisionomia passada na memória. Não importava muito, começamos outra amizade.
Certo dia, ele saiu de onde estavamos e foi seguindo o filho. Seguiu-o e depois retornou. Não demorou muito o jovem voltou triste e sentou-se na frente da televisão. Não disse uma palavra.
O comportamento dele estava estranho. E ele investigou diversos motivos. Drogas foi a primeira desconfiança. Passou a semana de tocaia. O rapaz estava estranho de fato.
No sábado, assim que escureceu, ele chamou o filho e deu-lhe R$ 100,00 e disse que era para ele sair com a namorada no fim de semana. Entretanto, ele não quis o dinheiro e disse que o namoro havia terminado.
- Mas, cadê aquela paixão ardente? Aquele amor vigoroso que existia entre vocês?
- Acabou! – Limitou-se a dizer.
Na segunda-feira, ele foi para a escola do filho. E ficou de tocaia. Quando o sino tocou, o primeiro a sair foi o filho dele. Saiu correndo e olhava para trás em clara demonstração que estava sendo perseguido. E estava.
Eram quatro jovens. Não era mais fortes que ele. Mas, eram em maior número. Quando chegou em casa, ele cercou o filho. E ele abriu o jogo. Estava sendo perseguido. Fora obrigado a terminar o namoro, e tinha que ficar em casa sem sair, pois, se fosse surpreendido fora de casa, apanharia.
Assim ficou explicado todo o comportamento estranho. Na quarta-feira, ele saiu da casa dele, e ficou de tocaia na praça. Quando os quatro passavam, foram cercados por seis homens.
- Cala a boca e senta no chão! Quero ver quem de vocês é o mais valente agora. – Disse ele. E vou avisando. Já paguei pros cara ai, uma garrafa de cachaça e dei R$ 5,00 pra cada um para quebrar vocês. E já escolhi os ossos para ser quebrado. Agora vou apontar em quem.
Saiu então do lugar escuro, e apontou para cada um e dizia: Esse aqui é pra quebrar a perna porque ele gosta de jogar bola. Nesse quebra o braço, por que ele joga volei. Esse aqui, quebra uma costela, porque é o mais implicante, e aquele ali que é o mais novo é pra quebrar os dedos.
- Adão, a Bíblia diz que quando aceitamos Jesus, o velho homem morre, e é sepultado pelas águas do batismo. Mas, o diabo manda umas “peças dessas” ficarem pulando sobre a lápide do sepulcro do velho homem, e se a tampa quebrar, vai sair de lá uma natureza que eu sempre agradeci a Deus, ter aprendido a controlar.
Passado alguns dias, encontrei um daqueles jovem com o braço engessado. Ele garantiu que foi uma queda, e o filho deste outro voltou a sair e renovou o namoro com a garota.
Vai saber!!
Me pergunto: Do que sou capaz de fazer por meus filhos?