Leia também: O Máximo de Cooperação
Quando decidimos insistir, ou melhor, não desistimos de experimentar novas sensações, quando as experiências amorosas anteriores não foram agradáveis, somos otimistas e cremos que o amor é de fato “um poder poderoso”, arrebatador e imensurável. Mas, como diz meu sogro, a desgraça de tudo, é que existe sempre o lado ruim e desagradável.
Enquanto há aqueles e aquelas que vivem em busca de conseguir e ou obter a experiência perfeita, para sentir as melhores sensações possíveis, há aqueles e aquelas, que insistem, por motivos diversos, em manter uma experiência que já provou ser um completo fracasso, que nenhuma sensação agradável se poderão obter.
Eu, me perguntei, por muito tempo sobre os porques, os quês, os quem, os comos, e etc. E, a explicação é muito simples. Há pessoas, que conseguem, extrair boas sensações no sofrimento, na dor, na desgraça alheia.
Há quem prefira o agridoce sabor da vingança do que a satisfação da justiça realizada. Há humanos que são como baratas: Se adaptam em ambiente diversos e são resistentes a diversas experiências.
Nossas sensações são únicas, no entanto, há pessoas que impõe ao outro, a obrigatoriedade de saber repetir, de conseguir sempre a mesma sensação, em situações diferentes, em épocas diferentes, em momentos diferentes. Algumas experiências só nos proporcionam um único momento de excitação, euforia. Entretanto, alguns de nossa espécie, morrem de overdose, outros de cirrose, outros de uma batida violenta no seu carro. Tudo isto em busca daquela primeira, única e última sensação.
Na minha opinião, é na vida amorosa que mais desejamos conseguir a melhor das experiências. Mas nem sempre é possível. As experiências neste campo, são delicadas, e extremamente volúvel. E tem um lado ruim, danoso e mesquinho. Pois, há quem sinta prazer na dor do outro. Há quem deleita-se em oprimir, ferir, e dizer: se não é meu (minha), não é de mais ninguém.
Tais experiências envolvem a boa manipulação, não só de seus elementos, mas depende também da ação química entres os elementos envolvidos. E em muitos casos, uma parte tem uma experiência legal e gratificante, porém, não no outro. E ai, há quem diga: Se não és feliz comigo, também desgraçado(a), eu acabo com você. E usam grilhões diversos. Ameaças. Chantagens.
Muitas vezes, é ao ferir, que o prazer é gerado. Mórbido isso! Porém real. Talvez porque nunca tenham lido o poeta: “Entre as diversas formas de mendicância , a mais humilhante é a do amor implorado.” (Carlos Drummond de Andrade)
Há mulheres e homens que vivem sofrendo com o medo de nunca mais conseguirem repetir ao menos o inicio de uma nova experiência. Estas pessoas, se prendem a sensações antigas, na esperança, de que, talvez, quem sabe, algum dia, volte a sentir-se como antes. E na maior cara de pau, dizem: O que é que vou fazer de minha vida?
Há quem sinta prazer e boas sensações na avareza. Há quem sinta prazer na inveja. Há quem sinta prazer na injuria. Porque as experiências, com tais elementos, provocaram neles, sensações agradáveis, e então, elas gostam e acham normal. Fracassados! Insistem em tais experiências ad extremum. (Expressões Latinas)
Prejudiando ao parceiro. Prejudicando filhos, familias inteira até, com apenas o desejo egoísta de se algum dia acontecer que aquela antiga experiência provoque aquela sensação que já está quase esquecida… mas, chega!!! mude suas experiências, obtenha novas sensações.
Experiências e Sensações! Todos procuramos a melhor sensação. Quando gostamos de uma, vamos sempre querer repeti-la. Somos nós mesmos, nossas cobaias. E tentamos reagir a nossas experiências para conseguir a recompensa que é uma sensação agradável, que chamamos de felicidade.
Queremos sentir sempre as entranhas enrolar, o fôlego faltar, o coração acelerar e os lábios tremer. Alguns, sentem-se assim, no perigo; outros no alcool, alguns buscam isso nas drogas. Porém, as experiências que melhor sensações nos provocam são: Amor. Sexo e Poder. Talvez, não nesta ordem, e também não apenas estes!
Opine!

“Adão lamentou por Eva ter deixado o seu lado; agora, porém, a ação estava praticada. Devia separar-se daquela cuja companhia ele tanto amara. Como podia suportar isso? Seu amor por Eva era muito grande. Em completo desencorajamento, resolveu partilhar a sua sorte. Raciocinou que Eva era uma parte dele, se ela devia morrer, com ela morreria ele, pois não podia suportar a idéia da separação.” – História da Redenção – E. G. White.