Corpo, Alma e Espírito

Julho 31, 2007

Experiências e sensações – Parte 2

Arquivado em: Vidas — by adaobraga @ 4:11 am

Leia também: O Máximo de Cooperação 

Sinônimos de FracassoQuando decidimos insistir, ou melhor, não desistimos de experimentar novas sensações, quando as experiências amorosas anteriores não foram agradáveis, somos otimistas e cremos que o amor é de fato “um poder poderoso”, arrebatador e imensurável. Mas, como diz meu sogro, a desgraça de tudo, é que existe sempre o lado ruim e desagradável.

Enquanto há aqueles e aquelas que vivem em busca de conseguir e ou obter a experiência perfeita, para sentir as melhores sensações possíveis, há aqueles e aquelas, que insistem, por motivos diversos, em manter uma experiência que já provou ser um completo fracasso, que nenhuma sensação agradável se poderão obter.

Eu, me perguntei, por muito tempo sobre os porques, os quês, os quem, os comos, e etc. E, a explicação é muito simples. Há pessoas, que conseguem, extrair boas sensações no sofrimento, na dor, na desgraça alheia.

Há quem prefira o agridoce sabor da vingança do que a satisfação da justiça realizada. Há humanos que são como baratas: Se adaptam em ambiente diversos e são resistentes a diversas experiências.

Nossas sensações são únicas, no entanto, há pessoas que impõe ao outro, a obrigatoriedade de saber repetir, de conseguir sempre a mesma sensação, em situações diferentes, em épocas diferentes, em momentos diferentes. Algumas experiências só nos proporcionam um único momento de excitação, euforia. Entretanto, alguns de nossa espécie, morrem de overdose, outros de cirrose, outros de uma batida violenta no seu carro. Tudo isto em busca daquela primeira, única e última sensação.

Na minha opinião, é na vida amorosa que mais desejamos conseguir a melhor das experiências. Mas nem sempre é possível. As experiências neste campo, são delicadas, e extremamente volúvel. E tem um lado ruim, danoso e mesquinho.  Pois, há quem sinta prazer na dor do outro. Há quem deleita-se em oprimir, ferir, e dizer: se não é meu (minha), não é de mais ninguém.

Tais experiências envolvem a boa manipulação, não só de seus elementos, mas depende também da ação química entres os elementos envolvidos. E em muitos casos, uma parte tem uma experiência legal e gratificante, porém, não no outro. E ai, há quem diga: Se não és feliz comigo, também desgraçado(a), eu acabo com você. E usam grilhões diversos. Ameaças. Chantagens.Música: Please Don´t Go - Double You

Muitas vezes, é ao ferir, que o prazer é gerado. Mórbido isso! Porém real. Talvez porque nunca tenham lido o poeta: “Entre as diversas formas de mendicância , a mais humilhante é a do amor implorado.” (Carlos Drummond de Andrade)

Há mulheres e homens que vivem sofrendo com o medo de nunca mais conseguirem repetir ao menos o inicio de uma nova experiência. Estas pessoas, se prendem a sensações antigas, na esperança, de que, talvez, quem sabe, algum dia, volte a sentir-se como antes. E na maior cara de pau, dizem: O que é que vou fazer de minha vida?

Há quem sinta prazer e boas sensações na avareza. Há quem sinta prazer na inveja. Há quem sinta prazer na injuria. Porque as experiências, com tais elementos, provocaram neles, sensações agradáveis, e então, elas gostam e acham normal. Fracassados! Insistem em tais experiências ad extremum. (Expressões Latinas)

Prejudiando ao parceiro. Prejudicando filhos, familias inteira até, com apenas o desejo egoísta de se algum dia acontecer que aquela antiga experiência provoque aquela sensação que já está quase esquecida… mas, chega!!! mude suas experiências, obtenha novas sensações.

Experiências e Sensações! Todos procuramos a melhor sensação. Quando gostamos de uma, vamos sempre querer repeti-la. Somos nós mesmos, nossas cobaias. E tentamos reagir a nossas experiências para conseguir a recompensa que é uma sensação agradável, que chamamos de felicidade. 

Queremos sentir sempre as entranhas enrolar, o fôlego faltar, o coração acelerar e os lábios tremer.  Alguns, sentem-se assim, no perigo; outros no alcool, alguns buscam isso nas drogas. Porém, as experiências que melhor sensações nos provocam são: Amor. Sexo e Poder. Talvez, não nesta ordem, e também não apenas estes!

Opine!


Julho 29, 2007

A maior entrega!

Arquivado em: Reconhecimento — by adaobraga @ 11:13 pm

Há espalhado por este mundão de Deus, homens e mulheres que se amam. Estes amores, muitas vezes, exigiram da partes uma grande demonstração de amor e entrega.taj_mahal

Listo aqui as duas maiores demonstrações de amor e entrega de um homem a uma mulher, como objeto de seu amor, atenção e dedicação.

2 - O Taj Mahal

Assim, o Taj Mahal é também conhecido como a maior prova de amor do mundo, contendo inscrições retiradas do Corão. É incrustado com pedras semi preciosas, tais como o lápis-lazúli entre outras. A sua cúpula é costurada com fios de ouro. O edifício é flanqueado por duas mesquitas e cercado por quatro minaretes.

1 - O Amor de Adão por Eva.

Eu sou obrigado a reconhece em Adão, este que a Bíblia narra como sendo criado por Deus, apartir do barro do jardim do Éden, pois não consigo ver na história humana entrega maior a sua parceira do que a de Adão.

Adão e Eva - Tela de RembrandtAdão lamentou por Eva ter deixado o seu lado; agora, porém, a ação estava praticada. Devia separar-se daquela cuja companhia ele tanto amara. Como podia suportar isso? Seu amor por Eva era muito grande. Em completo desencorajamento, resolveu partilhar a sua sorte. Raciocinou que Eva era uma parte dele, se ela devia morrer, com ela morreria ele, pois não podia suportar a idéia da separação.” – História da Redenção – E. G. White.

Ele não havia desobedecido. Ele poderia ter recorrido a Deus por uma solução. Ele tinha algumas outras opções, e preferiu estar junto a sua mulher, a sua amada Eva.

Quantos estão hoje dispostos a entregar sua vida a ponto ir de encontro a morte para acompanhar sua amada?

Há alguma outra história que você conhece? Conte-a, ou lembre-me. Serve a sua história, a história de quem conquistou um império por ela, uma guerra grega épica, um escravo por sua Varínia. Faça nos lembrar de uma história, que seja A Maior Entrega de Amor!


Experiências e sensações – Parte 1

Arquivado em: Vidas — by adaobraga @ 6:07 am

Neste texto, uso alguns comentários dos amigos no texto anterior: Cenários. Podem acompanhar, que algumas palavras de vocês estão ai. Será que você se lembra do que escreveu?


Alguns “amigos” se afastaram de mim devido a algumas mudanças de “conceito”. Os nossos conceitos mudam com a vida e com o tempo.  Sofremos mudanças ao longo do dia. Uma noticia, uma pessoa, um evento provocado por terceiros ou por nós mesmos pode desencadear uma série de mudanças, que mudarão nossos conceitos e opiniões acerta da própria existência, das coisas entre outros.Todos os dias renascemos do sono e podemos ser outra pessoa mas, nós não queremos ser outra pessoa! Por que desejamos mesmo, é repetir as experiências de ontem, para tentar obter as sensações sentidas. Por isso, criamos expectativas.

  • Será que ele vai ligar?
  • Será que ela deu o número certo? Ligo ou não ligo?
  • Será que ela gostou do meu beijo ontem?
  • Será que ele percebeu que eu tremi toda?

Dizem que o tempo nos trás sabedoria, mas, há pessoas jovens que já apresentam uma grande porção de sabedoria, e em total contra senso, há pessoas já avançadas em anos que não apresentam nenhuma. Eu não sei se ao longo dos anos, tenho ficado sábio, mas posso garantir que tenho me transformado em uma pessoa que minha mãe mesmo diz: “Eu não te conheço mais meu filho!”

Quando penso em responder a pergunta: ”o que é felicidade?“, eu penso que todos somos cientistas, e que essa nossa existência é nosso laboratório. Nós somos, além dos cientistas, também somos nossas experiências empiricas. Além disso, penso que, estamos sendo monitorados por um cientista superior, que nos fez a sua imagem e semelhança.

Procuramos tudo que nos dá prazer. As vezes sou obrigado a concordar com Epicuro de Samos. Nalguns momentos, muito particular, sou um puro Hedonista, no entanto, quando o assunto é a vida em geral, sou um quase adepto da Escola Cínica.

Como bons empiricos, tentamos repetir nossas boas e agradáveis experiências, ainda que erremos mais do que acertamos; por isso, mesmo “tropeçando daqui e dali eu me sinto feliz”, porque avaliamos sempre o geral, e não o específico.

É por isso que em nossas experiências empiricas, temos a certeza de que quanto mais expectativas, mais difícil é ser feliz. E porque? Porque quanto maior é a complexidade da experiência, maior a dificuldade em obter o mesmo resultado. Kátia sempre tem dito, e para meu orgulho, que se ficar viúva e ou se separarmos, ela vai pensar duas vezes em juntar-se com outro alguém. Diz ela: “encontrar dois bons maridos numa mesma vida, é muito díficil, por isso, talvez eu não arrisque!”

As nossas experiências e nossas sensações são únicas. Quem não se lembra daquele beijo roubado? Ainda que o sujeito ou a sujeita não represente nada para nossa existência, esta experiência e esta sensação foi de alguma forma marcante.

Vivemos em busca da repetição do que nos trouxe aquela breve e eterna sensação de prazer, e euforia. Quando, passamos por certas experiências e sensações, somos levados a pensar e ter a certeza de que a Felicidade é feita de momentos, e como, em sua maioria, estas nossas experiências e estas sensações podem ser observadas em atitudes, gestos e em objetos que podemos dizer assim, em pequenas ou pequenos, somos levados a pensar: que “se eu baixar meus padrões de expectativa, vou ser feliz“, isso acontece com todos.

O que vale mesmo é o que sentimos, é o que nos motiva, e ficamos então procurando, repetindo, repetindo, acertando, errando, acertando, errando, até poder conseguir, algo parecido com aquilo que sentimos, e ou, com aquilo que por uma fração de tempo, uma fagulha de energia, nos transformou e provocou uma sensação agradável. Porém, nem sempre conseguimos repetir.

Já passei por quase tudo nesta vida. Algumas experiências me trouxeram gratas sensações, outras não. O que acho ruim, é que muitas vezes nos prendemos a certas experiências que não nos trarão mais certas sensações.

Em minha vida conjugal, por exemplo, ocorreram dois beijos que só pude experimentar por dois breves momentos, e até hoje, nunca mais ocorreram, e tenho certeza que não estaria com Kátia apenas em busca da repetição de um beijo, que já me ocorreu duas vezes. Estes dois momentos únicos, foram inesquecíveis, mas já passou. O que me une a ela hoje, são outras experiências e outras sensações.

As experiências fracassadas parecem doer mais do que as experiências bem sucedidas que nos trouxeram boas sensações. Ficamos com aquele receio de dizer “eu te amo” novamente,  porque exigimos que todas as nossas experiências e sensações sejam equivalente para ambos, e também que se tenha o mesmo sucesso que na experiência anterior. Exigimos e chantageamos até com o pensamento de quem “ama tem que ser amado”, todavia, isto não é uma regra.

Por outro lado, só porque, em outra experiência, este elemento, – o amor, a paixão –  se comportou de forma incontrolável, e se comportou além das boas sensações, e também  a experiência nos trouxe alguma dor, algumas marcas, e em casos gravíssimos, mazelas e cicatrizes indeléveis pomos em dúvida o saber amar.

Continua…


Julho 28, 2007

Cenários.

Arquivado em: Vidas — by adaobraga @ 4:46 am

A Beth Santana, a semelhança dos grandes mestre da literatura e também do cinema usa algumas frases características. Certas palavras e frases já tem a aparência dela. Isto, é denominado de Chavão, palavras-chaves, e por fim, o muito repetido: CLICHÊ. 

Beth, não só tem escrito, mas deseja sempre demonstrar que “é tão fácil ser feliz! néh??”

Muitos conhecem ou podem imaginar o cenário de Carola que vive lá “nos estrangeiros”, bem como o cenário da AP e da DM, da Sarah, da Veridiana, da Fabi, da Lih,  e Van, etc.

Se pode imaginar o cenário do Wolverine, e do Rafael, do By Osc@r  e até do Rayol, entre outros. Desejo contrastar, estes cenários, com um outro, e finalmente, perguntar: “é tão fácil ser feliz?”

Cenário 1

Minha cumadre Rosa, mora num lugarejo próximo de Irecê. A distância saindo do portão de minha casa, até o porta da cozinha dela, é exatamente 11 quilometros. Vamos sempre lá. A “cumade” Rosa é casada com meu “cumpade” Marcos. Ela sempre morou em pequenas vilas, e veio conhecer a cidade quando perdeu a virgindade, com o meu cumpadre.

Nalguns lugares, nalguns grotões, nalguns ranchos fundos, prevalece ainda algumas regras antigas do tipo: “Fez “mal” à moça! ? Tem que assumir e casar!”.

O sujeito tem que passar a viver com a mulher. Não entram em discussões filosoficas e modernas em que o casamento para ser eficiente, correto, feliz e duradouro tem que haver:

Todos os dias, ela acorda cedo, juntamente com meu “cumpade”. Ele vai cuidar da roça, enquanto ela cuida da casa. Varrer, lavar pratos, passar roupas, limpar móveis, etc.

A noite – dizem eles – sempre acontece algo. Há sempre uma variação do KamaSutra, porém, como ela não entende nada disso, e para adequar a realidade dela, há alguns nomes para algumas posições tais como: codorna dormindo, lambu morta, “vaca” no pasto – São vacas mesmo ( não são estas outras VACAS.) jumenta mansa, égua branca, égua “braba”, cabra amarrada e por ai.

A “cumade”, quando é a hora do almoço, além de ter passado parte da manhã preparando, faz primeiro o prato do marido e do sogro (dono da roça), e entrega nas mãos de cada um. Faz o prato das crianças, e se há algum que precisa receber o alimento na boca este deve ser o primeiro. Depois de todos servidos, ela serve-se.

Se vier para cidade, deve deixar a comida preparada. Se for passar mais de um dia, a comida deve ficar pronta. Os acessórios do quarto, da sala e da cozinha devem estar ali a disposição dos homens que ficarão. E sabe, que quando voltar, terá que arrumar tudo.

Cenário 2

Janete, o marido trabalha no BNB. Tem um bom salário. Vieram de Salvador para o interior e aqui, o salário que lá na capital dava para ter vida de classe média, aqui são quase ricos. Moram em casa luxuosa. Já trocaram o PC duas vezes, compraram recentemente um notebook que não precisam.

Os filhos tiram notas baixa e vão para a clínica conversar com a psicologa para entender o motivo que as crianças, não estão produzindo – afinal passam o dia no PC, no PSP2, na SKY e seus vários canais de desenho – e não sabem o porque.

Discutem a relação no divã. Tem que sair com todos da família ao menos uma vez na semana para comer uma pizza, tomar um suco diferente, ou ir a algum lugar para sociabilizar as crianças.

Quando sentem que já discutiram muito a relação, contratam alguém para ficar com as crianças, e passam a noite nalgum dos motéis da região.

Se não sentarem a mesa para o almoço e para o jantar, a família esta totalmente desfeita, e a crise toma de conta do matrimônio moderno, e tudo está ruindo – “Vamos escrever para o SBT e contar nosso caso para a Super Nanny vir nos ajudar.”

  • São mulheres diferentes;
  • São situações diferentes;
  • Vidas diferentes;
  • Ambientes diferentes;
  • Personalidades diferentes;
  • Convivios diferentes;
  • Homens diferentes;
  • Filhos diferentes;
  • Etc diferentes…

A “cumade” vive rindo, contente – apesar das dificuldades do sertão, eles parecem pertencer a um “todo” - ela se gaba de ter um marido trabaiador, que sustenta a famia, que não deixa faltar a “mistura”; sabe cuidar do que é deles, e que não tem medo de nada nesta vida, porque o “cumpade”, é homi arretado, cabra valente, faz tudo pela famia. 

- A famia cumpade é tudo que nois tem. Ele é um homi bom dimais, trabaia o dia todo, e num sei adonde ele arranja tanta energia; pois, (ai ela dá uma risada tímida) se eu der mole, ele quer lambu morta toda noite.

Por outro lado, Janete, vive em conversa com a psicologa para entender os filhos, acertar-se com o marido, para que o casamento vingue e seja duradouro, feliz e harmonico. Deseja transparecer e demonstrar a todos a sua volta, que ela é uma mulher bem tratada, feliz e contente. 

O marido a deixa trabalhar fora, sendo ele um homem moderno, maduro e estudado - não é daqueles homens antigos e machistas (Adão Braga) – se ele procurar duas vezes por semana, é um homem insaciável; que ele quer que ela tenha vida de prostituta dando todas as noites.

Por fim: “é tão fácil ser feliz! néh??”

Porém, o que você exige para ser feliz? Qual é o seu cenário? Alguns e algumas são felizes com tão pouco, e se satisfazem com atitudes simples e cômodas. Porque outros e outras, enfim, porque você não consegue?

Será que o seu cenário não é muito rebuscado?

Não há uma lista enorme atrapalhando algo que é tão simples: Viver!

Por fim te pergunto:  você trocaria o seu cenário por outro? Afinal, não é tão fácil ser feliz?


Julho 27, 2007

Medo e Segredo

Arquivado em: Alma Humana — by adaobraga @ 6:35 am

Sou casado desde 14 de outubro de 1995. Convivo com Kátia desde 1993, quando fui responsável pelas conferências públicas na cidade de Lapão – BA (Uma cidade pequena daqui da região) Ela era minha secretária evangelista. Logo depois, seguindo a idéia da dicotomia, ela entregou a Alma ao Senhor; Quanto ao corpo, eu peguei! Porque afinal, é a carne que é fraca!

Antes de nos casarmos, tivemos algumas conversas reveladoras sobre nós. Foi, na época, algo especial para nós nubentes. Pensávamos estar fazendo a melhor de nós, em doação de um ao outro; porém, isto se revelou uma grande cilada.

O medo!

Falamos sobre nossos medos. Eu tinha medo de não ser capaz de manter, suprir as necessidades da casa; pagar todas as contas; sustentar ela e os filhos que nasceriam. Mas, um amigo, que casou-se um ano antes me tranquilizou dizendo:

- Coisa! (Apelido íntimo e só este amigo me chama assim!), fazer a feira do mês, pagar as contas, é a menor de todas as coisas no casamento. Se esse é o seu medo, case sem medo de ser feliz, porque a feira, você vai conseguir fazer todos os meses… os problemas são outros!

O grande medo dela era que o casamento não vingasse; e eu fosse embora, deixando-a como mulher separada e abandonada.

Eu, não posso me permitir utilizar tal informação para manipular ou tirar proveito do medo dela. É muito complicado, porque fico me vigiando. Tenho que me cercar de cuidados para não utilizar esta informação como meio de opressão e manipulação emotiva.

Eu não posso, ainda que consiga, utilizar este medo dela num momento de ira, de raiva, de insatisfação para cercear-lhe suas vontades e desejos, sempre ameaçando-a: “Eu vou te jogar ao vento” – Já até aconteceu deu, certo dia sair de casa e dizer que não voltaria, porém, lá pras 15:00 me bateu uma fome, e eu voltei. Encontrei-a me esperando, olhos vermelhos e Kaio, ainda pequeno perguntando:

- Mainha! Painho não vem comer não? Ele foi embora mesmo! – Ela olhou para ele e respondeu:

- Olha seu pai ai meu filho!

Pode ter sido um xeque da parte dela. Afinal, nós já estavamos juntos a mais de ano e ela bem poderia, tendo o conhecimento de meus principios morais, éticos e espirituais estar fazendo justamente o que eu nunca tive coragem de fazer: manipular. Mas, será?

Fico realmente preso nalguns conceitos morais e éticos. Tirar proveito assim, por exemplo, é um! Todavia, fazer o que não é?

Segredos!

Outra informação ruinosa é você conhecer segredos do passado de sua esposa, esposo, companheiro, amante, etc e tal. Todos guardamos segredos. Alguns até bobinhos. Mas todos temos segredos, e fazemos questões de guarda-los.

Nós porém, naquele dia resolvemos nos abrir um ao outro, revelando o segredo que mais o incomodava. Quando ela falou o segredo dela, houve um agravamento tal no tom da conversa, que essa conversa acabou. Passamos sem intermediação alguma da conversa civilizada, calma, tranquila e que pensavamos que ajudaria o futuro casal, para a discussão e o debate e finalmente o termino do noivado. Faltava 3 meses para o casamento.

Na briga que se fez, eu acabei nem contando o meu segredo, e nunca o fiz. E vos declaro, é segredo? Guarde-o!

Este segredo que eu fiquei sabendo dela, logo a família toda ficou sabendo, porque com o termino do noivado, eles queriam saber o motivo. Como disse minha mãe algum tempo depois a Kátia:

- Um casamento se faz com briga, reconciliação e sexo, nem sempre nesta ordem! - 

E foi assim! Quase nesta ordem.

Este segredo, hoje, não tem nenhum significado para nós, e para a família, porém o fato de saber algo íntimo da pessoa amada, é obter uma faca de dois gumes.

Digo-vos, que não há grilhões mais poderosos do que estes que podem nos aprisionar a alma, o corpo e nosso espírito. Eu sei alguns segredos dela. Ela sabe alguns meus. Porém como isto pode prejudicar nossa relação? Simples, uma das partes, pode usar tais segredos para manipular a vontade do outro.

Uma das “boas” coisas em saber um segredo, é justamente, ter o poder sobre o outro, chantagear, manipular, aprisionar, tirar proveito de.

Desde então, temos nossas vidas juntas e separadas. Sei que ela guardas segredos, porque afinal, não foi porque ela se juntou a mim, que ela perdeu seu direito constitucional a privacidade, ao direito de ir e vir, de inter-relacionar, etc e etc.

Nesta situação, o que eu faço?

Uso o segredo contra ela?

Porém, ao fazê-lo, me torno um canalha, se bem quê, o que mais existe na atualidade é canalhice.

Ou ao conhecer um segredo dela me apego mais a ela por saber que é semelhante a mim?

O segredo distância e na mairoa das vezes cria repulsa, decepção e flagelo. Fique longe dos segredos do seu parceiro ou parceira. Saber tais segredo pode atté feri-la(o), porém, pode ser mortal para você e para seu relacionamento.

Se contente em apenas saber: todos temos medo e todos guardamos algum tipo de segredo.


Julho 26, 2007

Eu olhei para ela. Ela olhou para mim.

Arquivado em: Alma Humana — by adaobraga @ 3:58 am

- Ai, eu cheguei na esquina e dei de cara com ela. Eu olhei para ela, com o olhar firme e decidido. Ela olhou para mim. Esboçou um sorriso.

Assim Antônio, costumava contar aquela história de amor e paixão que ele vivia. Neste relato, entretanto, ele terminou melancolicamente com a frase: - E, nada mais aconteceu!È intrigante o mundo dos apaixonados. Nós sabiamos. Antônio sabia. A garota sabia. Todos sabiam que Antônio gostava dela, e que, ela gostava de Antônio, mas os dois nunca chegaram a namorar. Porque?

A resposta é mais simples do que se pensa. Ambos, sucumbiram ante a idéia de perfeição que fazia um do outro.

Para Antônio, ela era uma musa. Uma deusa entronizada.

Ela vivia na redoma de suas fantasias – Ela é linda demais para se interessar por mim. – dizia ele.

A idéia, o padrão de beleza que ele criou em sua mente, era personificada nela, e ele simplesmente, não podia possuir sua idéia. Neste caso, a beleza dela, causava nele, um sentimento de incapacidade. A beleza dela, inseriu entre eles um abismo que ele simplesmente não conseguia transpor, por mais que ouvisse dos colegas e amigos:

- Ela tá afim de você!

- Toín, a menina tá amarrada em você… vai dar mole?

Não houve resultado. Não achamos meio algum que demolisse tal complexo estabelecido por ele. Ela, segundo a opinião dele, era muito bonita, linda demais, para se interessar por ele.

 Neste caso, era ele, quem se inferiorizava ante a beleza superior e idealizada por ele. Se ela soubesse, ou tivesse uma leitura da situação, talvez desejasse até ser um pouco menos bela para poder estar com ele.

Ele negava a si mesmo o direito de possuir tal beleza. Na mente dele, apenas uma pessoa especial, apta, merecedor de tal beleza podia possuir. E essa pessoa, não poderia ser ele.

- Quem sou eu?? – Indagava ele. As vezes até exclamava: - Quem me dera!

Esse complexo de inferioridade fez com que Antônio – ainda que soubesse dos sentimentos dela – jamais ousasse declarar seus sentimentos. Por outro lado, ela nutria bons sentimentos e arrastava-se por Antônio, mas o complexo dela, também contribuia para que os dois nunca tenha se relacionado.

O complexo dela, atingia-a no campo da desconfiança e do julgamento da personalidade de Antônio.

- Imagina se Toin, todo solto, e que já saiu com Andréia, toda fogosa, vai querer sair comigo, toda recatada e tímida. As vezes até repetia: Beleza não põe mesa!

Há muitos nos dias atuais que vivem assim. Vive se negando. Vive se inferiorizando. Criando idéias a respeito de outra pessoa que gostaria de namorar, de ter uma vida a dois, um casamento talvez. Isto porém não se realiza porque, não conseguem demolir uma idéia perfeita que fez da outra pessoa, ou da idéia de inferiorização de si.

Funciona desta maneira: Um homem olha para uma mulher e cria uma idéia dela. Esta idéia se torna tão poderosa em sua mente, que mesmo que um Anjo do céu, desça e o comunique que Deus quer que ele junte-se a ela, ele simplesmente recua, porque a idéia que ele tem dela, é mais forte do que a realidade. Eu denomino isto de Complexo de  Inferioridade Invertida (CII). Não sei se há uma outra denominação para tal evento. Sei que ele existe. 

É complexo porque pode ser notado de formas diferente e com muitos aspectos. É  inferioridade, porque leva-nos a faltar a confiaça em si próprio e em suas capacidades. Declaro que é invertida, porque na mairia dos casos, as pessoas envolvidas, tem uma idéia inversa de si, e de outra pessoa, ou seja, enquanto inferioriza a si, superioriza a outra e seus aspectos admirados.  Veja, que ele inverte de si para converter para o outro.

O CII, acontece quando, duas pessoas não se relacionam porque a idéia que eles tem um do outro, é um padrão elevado demais para si, ou seja, estas pessoas se inferiorizam, e supervaloriza o objeto de seu amor, e além disso, criam um campo de força tão forte sobre esta idéia, que é quase impossível destruir. Só com o tempo, se derruba tais idéias.

No campo filosofico se diz que a idéia de algo é mais fraco do que o algo real. Até se faz a seguinte observação: Você num certo dia queimou a mão. Inflamou. Doeu. E você sofre vários dias com a queimadura. Apartir deste dia, todas as vezes que você lembrar que queimou a mão você sentirar algum tipo de reação. Só que esta idéia que atualmente você tem da queimadura, não causa a dor que você sentiu no dia que você se queimou, porém, você sente algo na região queimada. Ou seja, a idéia tem menor intensidade do que o real.

O problema da idéia nos relacionamentos, é que algumas pessoas fazem uma idéia tão forte de certa pessoa, que acaba atrapalhando o conceito real da pessoa, ou seja, a idéia se tornou mais forte do que o real, a ponto de impedir que o real se concretize, porque eles simplesmente, se julgam, se condenem incapazes, inferiores ante a superiodade de suas idealizações falsas.

Deve-se descobri em ambos, meios de revelar as suas igualdades e similaridades. Quando eles se virem como iguais; quando eles se virem sem suas deificações talvez seja possível uni-los num relacionamento.

Porém, quando duas pessoas, separadas por idéias, conseguem vencer tais barreiras, nalguns casos, há uma forte tendência de o relacionamento se deterior rapidamente, porque, se um elemento tão poderoso foi quebrado, as demais realidades podem gerar uma fragilização neles, a ponto de chegarem a pensar: foi por isso que eu me apaixonei?

Há porém outros fatores, que impedem pessoas de se relacionarem, mesmo quando é sabido que há entre eles algum tipo de sentimento. Um segredo. Um impedimento pessoal. Timidez. Etc. Cada caso é um caso.

Não sou especialista nestes casos, sou apenas um pedante opinando.

Julho 25, 2007

O que as mulheres querem?

Arquivado em: Aleatórios — by adaobraga @ 2:03 am

Há tempos que venho desejando ter um lugar diferente para postar meus pensamentos, e outras idéias.

No entanto, sempre fiquei indeciso, e temeroso. Um visitante chegou a oferecer um domínio para o  Adão Braga – Conectado! com tudo pago – eu só teria que ocupar-me com o conteúdo – entretanto, recusei amistosamente. Agora, seguindo o pedido de alguém, que vou preferir não revelar, estou começando uma separação de assuntos.

Pretendo deixar o Artigo1 com artigos diversos, e em especial voltado para os downloads, e experiências de informática, e o espaço http://adaobraga.wordpress.com  para assuntos mais soft, pessoais, e outros textos afins. 

Para começar, uma história lendária, que posto-a como uma dica a quem propôs-me a fazer tal divisão.

Lembrando: A história é antiga. Não sei quem a escreveu. Recebi-a faz tempo em meu e-mail. Porém, pode ser que há alguns não a conheça. Ela retrata um fato interessante.

A Lenda

O jovem Rei Arthur foi surpreendido pelo monarca do reino vizinho enquanto caçava furtivamente em um bosque. O Rei poderia tê-lo matado no ato, pois tal era o castigo para quem violasse as leis da propriedade, contudo se comoveu ante a juventude e a simpatia de Arthur e lhe ofereceu a liberdade, desde que no prazo de um ano trouxesse a resposta a uma pergunta difícil.

A pergunta era: – O que realmente as mulheres querem?
Semelhante pergunta deixaria perplexo até ao homem mais sábio, e ao jovem Arthur lhe pareceu impossível de respondê-la. Contudo aquilo era melhor do que a morte, de modo que regressou a seu reino e começou a interrogar as pessoas. À princesa, à rainha, às prostitutas, aos monges aos sábios, ao palhaço da corte, em suma, a todos e ninguém soube dar uma resposta convincente. Porém todos o aconselharam a consultar a velha bruxa, porque somente ela saberia a resposta. O preço seria alto, já que a velha bruxa era famosa em todo o reino pelo exorbitante preço cobrado pelos seus serviços.

Chegou o último dia do ano acordado e Arthur não teve mais remédio senão recorrer à feiticeira. Ela aceitou dar-lhe uma resposta satisfatória, com uma condição, primeiro aceitaria o preço. Ela queria casar-se com Gawain, o cavaleiro mais nobre da távola redonda e o mais íntimo amigo do Rei Arthur!

O jovem Arthur a olhou horrorizado: era feíssima, tinha um só dente, desprendia um fedor que causava náuseas até a um cachorro, fazia ruídos obscenos… nunca havia topado com uma criatura tão repugnante. Se acovardou diante da perspectiva de pedir a um amigo de toda a sua vida para assumir essa carga terrível. Não obstante, ao inteirar-se do pacto proposto, Gawain afirmou que não era um sacrifício excessivo em troca da vida de seu melhor amigo e da preservação da Távola Redonda.

Anunciadas as bodas, a velha bruxa, com sua sabedoria infernal, disse:

- O que realmente as mulheres querem é: Serem soberanas de suas próprias vidas!!!

Todos souberam no mesmo instante que a feiticeira havia dito uma grande verdade e que o jovem Rei Arthur estaria salvo. Assim foi ao ouvir a resposta, o monarca vizinho lhe devolveu a liberdade. Porém, que bodas tristes foram aquelas… toda a corte assistiu e ninguém se sentiu mais desgarrado entre o alivio e a angústia, que o próprio Arthur. Gawain, se mostrou cortês, gentil e respeitoso. A velha bruxa usou de seus piores hábitos, comeu sem usar talheres, emitiu ruídos e um mau cheiro espantoso.

Chegou a noite de núpcias. Quando Gawain, já preparado para ir para a cama aguardava sua esposa, ela apareceu como a mais linda e charmosa mulher que um homem poderia imaginar! Gawain ficou estupefato e lhe perguntou o que havia acontecido. A jovem lhe respondeu com um sorriso doce, que como havia sido cortês com ela, a metade do tempo se apresentaria com aspecto horrível e a outra metade com aspecto de uma linda donzela.

Então ela lhe perguntou qual ele preferiria para o dia e qual para a noite? Que pergunta cruel, … Gawain se apressou em fazer cálculos… Poderia ter uma jovem adorável durante o dia para exibir a seus amigos e a noite na privacidade de seu quarto uma bruxa espantosa ou quem sabe ter de dia uma bruxa e a uma jovem linda nos momentos íntimos de sua vida conjugal.

1 – O que você prefereria?

2 – O que você escolheria?

3 – O Gawain escolheu?

As mulheres poderão saber a resposta, porém aos meninos que não conhece a resposta, e não chegou a uma conclusão satisfatória, pergunte-me, ou procure a resposta no google.

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